Cliffs of Moher
Cliffs of Moher/Irlanda/Agosto 2007

 

Dois anos depois de ter ido a Torres no Atlântico Sul, subi para o Atlântico Norte do outro lado do oceano.

 

The Cliffs of Moher estão localizados no Condado de Clare cerca de uma hora de Galway e duas horas de Dublin, com saídas diárias no verão de ônibus e trem em ambas as cidades, é um roteiro clássico na Ilha Esmeralda.

 

O passeio começa com um tour panomârico de tirar o fôlego, seguimos por uma estrada em uma região chamada The Burren, considerado o “vale da Lua” na Irlanda, pois o topo de seus morros são todos de pedras, é impressionante o contraste do verde dos campos subindo e terminando no cinza das pedras... um local mágico!

 

Entre as montanhas pedregosas e os campos verdes repletos de ovelhas, cortamos por diversos lagos e de repente chegamos na costa, então a estrada começa a seguir pelas encostas do Atlântico Norte.

 

Primeiramente um mar calmo, com pequenas pedras e uma ruína de um castelo no caminho, de repente o cenário muda, do lado esquerdo os morros cinzas, no meio, uma estrada sinuosa e no lado direito, o despenhadeiro.

 

Não sabia para que lado olhar, eram muitos atrativos para um passeio só, uma parada rápida e fomos alertados para não chegar muito perto, pois o precipício surge num susto.

 

De longe avistamos os Cliffs of Moher que se estendem em 8km em uma altura de 214 metros, então chegamos no parque que dá acesso aos cliffs com uma infra-estrutura impressionante.

 

O Centro de Visitantes fica dentro do morro, não vemos construção somente uma janela e o acesso como em uma caverna, as trilhas para os cliffs são acompanhadas por muretas que separam o abismo dos visitantes, algumas lunetas para observarmos a paisagem e as ilhas em frente aos penhascos (as Aran Islands com seu deslumbrante mar azul caribe).

 

Ali a dica é clicar, caminhar e fazer um piquenique, não pude relaxar como em Torres, porque eram muitos turistas, o vento era algo “titânico” (será que exagerei?) enfim,quem foi sabe a sensação, mas ainda bem que era verão não tão frio e sem chuva.

 Como boa adepta do slow travel a dica é alugar um carro e ficar uns 2 dias na região e se hospedar nos deliciosos B&B, depois descobri alguns guias locais que levam em outras trilhas menos tumultuadas pelos cliffs, cortando por fazendas e visitando ruínas celtas.

Para quem tem pavor da mão inglesa como eu, o melhor é chegar de ônibus no vilarejo, ficar no B&B e alugar uma bike. 

 Sem dúvida inesquecível só de recordar aqui, já fiquei sem fôlego...

 Raquel Cáceres

Para mais fotos acessem:  

http://www.flickr.com/photos/raqecoturism/sets/72157607095136130